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O amor em uma estrela cadente

quarta-feira, 24 de outubro de 2012


Já viu uma estrela cadente que passou rapidamente? Esse texto é para quem já viu uma estrela brilhando e que de repente perdeu toda a luz e ficou perdida em algum ponto de alguma linha de alguma página esquecida de algum caderno da vida. Do mesmo modo que uma estrela cadente é: apenas uma estrela que já morreu há milhares e milhares de anos.


Por um instante uma estrela brilhou
Por um instante ela reluziu

Por alguns instantes o coração palpitou
Por alguns momentos minha voz se calou
E meu coração sem parar falou
Por um instante algum céu se abriu
E uma escada enorme pus-me a subir

Mas as estrelas despencaram do céu
E nuvens de lama cobriram as de algodão
Por um instante acreditei que seria até o fim
Mas não há começo sem sinceridade
Não existe vida onde não há verdade

Por um instante, foi um instante
A alegria nem gera mais saudade
Por um instante, foi apenas um instante

Todo dia me apaixono
Todo dia descubro
Todo dia consigo ver
Todo dia renasço
Todo dia consigo aprender
E ainda durmo
E ainda choro
E ainda sonho
E ainda sei que vou cair
Por um instante
E noutro me levantar

O dia a dia ainda não morreu por causa de um instante
Ninguém derrubou o céu

(Jackson Angelo)

Um lugar especial para os melhores amigos

Poesia sobre amizade - é só um pouco do que já descobri sobre amizade (publicada no meu Facebook, em 23/10/2012)

Um amigo
Se preocupa com você
Nunca lhe deixa só
Percebe suas palavras apenas pelo seu olhar
Entende sua respiração
Entende seu silêncio, seu afastamento
Pode lhe fazer duras cobranças de vez em quando
Não espera de você recompensas, sua amizade basta
Não lhe trai, não engana, não esconde quem são seus inimigos
Um amigo sempre tem muito a ensinar e tem prazer em aprender
Um amigo divide seu tempo com você
Divide sua alegria, sua dor também
Um amigo entende seus erros e ilusões
Um amigo lhe coloca pra frente
Não lhe puxa pra lugares hediondos e hostis
Um amigo ilumina e não deixa dúvidas
Ele sorri e isso lhe traz paz
Um amigo não suscita temores, medos, receios
Vai respeitar tudo, principalmente as diferenças
Um amigo lhe abraça, procura sua companhia
Não se importa com o que comentam sobre a amizade
Um amigo vai estar presentes nos momentos mais importantes
Mesmo distante, mesmo que não dê pra estar, ele vai dar um sinal
De que seu coração está ali com você!
Um amigo vai apertar sua mão quando a sua estiver fraca
Pra lhe ajudar a caminhar e lhe fazer chegar
Um amigo vai lhe dizer: Não desista! Caminha! Segue em frente!
Quando ele sabe que este caminho é preciso ser seguido!
Quando ele notar que você está com as pernas já cansadas!
E a cabeça um pouco confusa e até incerta!
Um amigo vai perceber quando você precisa de conselhos
Um amigo procura lhe corrigir quando necessário
Ele espera o seu melhor
Uma amizade precisa de compreensão, de paciência, de cumplicidade
Mas sobretudo de sentimentos verdadeiros e momentos verdadeiros
Não é que ela vai ser perfeita todo tempo
Porque tem dias que o descontrole toma conta de tudo
Tem dias que é possível se perder nas palavras e nos atos
Só não devemos perder a essência do nosso ser
E é nesta essência que o coração de um amigo guarda toda sua verdade
E é nessa sala secreta e adornada que se reserva o melhor
O lugar especial para os melhores amigos, as melhores pessoas de nossa vida

(Jackson Angelo)

Comentário sobre artigo da BBC sobre atletas brasileiros em Londres

É interessante como a britanicíssima BBC.CO.UK construiu um artigo sobre os atletas brasileiros em Londres. O artigo intitula-se "Londres 2012: Brasil, o anônimo anfitrião para os estrangeiros". No artigo é enfatizado o sucesso dos atletas britânicos anfitriões de 2012 e a visão derrotista de um país que não vai ter atletas com reais possibilidades de medalhas em seu próprio país na próxima olimpíada.
O teor do artigo está sujeito a uma ampla discussão, mas chama atenção o fato de que enfatiza demais a visão dos torcedores de outros países sobre os atletas brasileiros, dos quais os mais conhecidos são os do futebol.
Agora penso eu se os atletas vencedores olímpicos da Grã-Bretanha desfilassem pelas ruas de nosso país ou de minha cidade quem os reconheceria? Quantos atletas britânicos você conhece? Talvez o inesquecível Beckham, ganhador de quantas copas do mundo mesmo?
É interessante até entender a origem dos atletas do Reino Unido. Conforme artigo publicado pela Folha de São Paulo, da delegação composta por 542 atletas, 62 nasceram fora do seu território original. Isto quer dizer que a exemplo de outros países de Primeiro Mundo, o Reino Unido parece buscar seres humanos com potenciais atléticos em outros países.
Que momento no esporte a nação brasileira ou de outros países têm em sua memória em que possam figurar os grandes atletas britânicos?
Se forem considerados os "Jogos Olímpicos de Inverno" o máximo que o Reino Unido ganhou foi nove medalhas de ouro nos 21 já realizados até 2010, em Vancover. Então, falar em sucesso dos atletas britânicos não deveria ser tão simples assim no artigo.
Vejam esta frase do artigo: "Do Brasil, conheço o Ricardo", diz, meio sem jeito, o dinamarquês Kristian Morch, que foi parar "por coincidência". ELE CONHECIA POR COINCIDÊNCIA RICARDO E MESMO ASSIM TAVA MEIO SEM JEITO. TALVEZ ENVERGONHADO NÉ?
Outra linda passagem do artigo é esta: "E refletem o desempenho modesto dos esportes brasileiros, incapazes de atrair atenção da mídia internacional e despertar interesse para além da barulhenta e provavelmente insatisfeita torcida brasileira."
Quer dizer a única coisa que chama atenção é o comportamento efusivo, alegre, comprometido da BARULHENTA TORCIDA BRASILEIRA. Espero que o barulho dela não incomode tanto porque pra mim é só uma forma espontânea de torcer pelas pessoas que são de nosso país, principalmente porque essa torcida pode ser consciente de que, diante das circunstâncias em que vivemos, nossos atletas estão lá por méritos próprios e prontos para dar o seu melhor. Mas, será que a torcida brasileira é tão insatisfeita assim com os atletas? Talvez, por algum ângulo. Acho que deveria ser feita uma pesquisa séria sobre isso, antes de falar algo assim. O que costumeiramente se critica, pelo menos entre os que converso sobre isso, é que a maioria dos esportes olímpicos não são capazes de desenvolver um mercado de trabalho, outros exigem tantos sacrifícios que não trazem diversão para quem pratica ou motive um público significativo para assistir eventos do gênero. Muito menos há no país um plano abrangente para desenvolvimento do esporte, sem que haja necessidade de ajudar os que se fizeram por si mesmos sem incentivo de ninguém.
Gente, ter quatro medalhas de ouro no levantamento de peso nos Jogos de 2012 significaria tanto o que para os brasileiros? Isso significa muito para os iranianos neste olimpíada talvez porque lá as pessoas amem esse esporte e ele seja muito popular. Representa um esporte praticado por pouquíssimas pessoas aqui. Sem desmerecer os méritos desse esporte, mas acho que popularidade natural, não fabricada é mais importante do que medalhas. Ter pessoas empenhadas em amar o esporte naturalmente é mais importante do que o que se faz, por exemplo, na China ou tomando o exemplo da extinta União-Soviética, nos quais esporte era uma das únicas possibilidades de ascensão ou de acesso a benefícios diferenciados. Na China é comum a mídia falar dos seus métodos radicais e até desumanos de treinamento. Isso sem falar em que a China representa quase 1/4 da população mundial, quer dizer, há muito material humano para ser explorado.
Falando em material humano para ser utilizado, acho que deve-se pensar também no aproveitamento que o Brasil faz do seu potencial humano, principalmente, da sua juventude. Quem se aproveita em muito do nosso potencial humano enquanto jovens são os traficantes, os bandidos, os exploradores de mão de obra, de sexo etc. Na Universidade, por exemplo, em que as pessoas entram mais ou menos a partir dos 18 anos, a escolha pela prática de esportes é opcional e não há significativos eventos esportivos no meio.
Outra questão nos Jogos Olímpicos é o tal do critério subjetivo para categorias esportivas como nado sincronizado, salto ornamental, ginástica em geral, em que as escolas de maior sucesso e tradição histórica são sempre congeladamente vistas como padrão e com mais carinho. E outras escolas que tentam galgar maiores degraus sofrem com essa visão congelada e tendenciosa.
Até mesmo estranho algumas vezes o critério empregado nas decisões de empate em artes marciais como o judô, em que os representantes de países mais ricos misteriosamente sempre têm a escolha dos juízes.
Agora, que graça tem assistir um jogo do time de basquetebol americano contra um campeão africano? É digno de comparação o que se gasta por lá com o que se gasta em um país representante da região mais pobre do planeta? Claro! Para quem é fã do basquete e das estrelas da NBA deve ser muito legal ter um contato mais próximo e real com seus ídolos, quando estes são seus ídolos.
Pessoalmente, a maior graça que encontro nos esportes é a capacidade de fazer torcer pelos seus representantes, com respeito aos adversários. É a capacidade de desenvolver a fé e esperança nos momentos mais difíceis, a vontade de lutar dando o seu melhor. Também acho importante que os Jogos Olímpicos representem um momento para que cada país reflita tudo o que foi plantado por ele em prol do esporte. De certo modo, não gosto que ele signifique uma continuação de mentalidade bélica, de exposição e confirmação da superioridade de certos países, ainda que na prática os resultados também tenham relação com tais aspectos.
 

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